7 erros que me fizeram perder dinheiro (e que podes evitar)

7 erros que me fizeram perder dinheiro (e que tu podes evitar)

Toda a gente comete erros quando começa a preocupar-se mais com o seu dinheiro. Eu não fui exceção.

Ao longo dos anos, cometi vários erros financeiros que me fizeram perder dinheiro e, em alguns casos, também me fizeram perder oportunidades que hoje provavelmente aproveitaria de forma diferente.

Neste artigo vou partilhar contigo 7 desses erros. Alguns são bastante simples e provavelmente também já os cometeste. Outros fizeram-me perceber, com o passar do tempo, a importância de começar a investir cedo, controlar melhor as despesas e tomar decisões financeiras com uma visão de longo prazo.

Se estás a começar agora a preocupar-te mais com as tuas finanças, talvez consigas evitar alguns dos erros que eu próprio cometi. Vamos lá!

Não comecei a investir mais cedo

Não ter começado a investir mais cedo é daquelas coisas de que me arrependo tremendamente. Como já falei num artigo anterior, quanto mais cedo começarmos a investir, mais cedo podemos usufruir do poder dos aclamados juros compostos.

Confesso que o medo de perder dinheiro foi um dos principais motivos que me levaram a começar tarde a minha aventura no mundo dos investimentos. Sempre fui muito conservador e os meus primeiros investimentos foram depósitos a prazo e, mais tarde, Certificados do Tesouro e Certificados de Aforro.

Além de serem tipos de investimento completamente válidos, a verdade é que é muito difícil construir um património significativo e atingir a liberdade financeira investindo exclusivamente neste tipo de produtos.

Só mais tarde é que descobri o mundo das ações, dos ETFs e de outras formas de investimento.

Por isso, se estás no início da tua vida adulta, começar a investir o quanto antes, nem que sejam 50€ por mês, poderá ser uma das melhores decisões financeiras da tua vida.

Fiz compras por impulso

Quem nunca fez uma compra por impulso que atire a primeira pedra… e eu não sou exceção.

Foram muitas as vezes em que, às 3h da manhã, estava a adicionar coisas “feito maluco” ao carrinho do AliExpress ou a pesquisar as últimas tendências tecnológicas: o último portátil, o smartphone mais recente, aquele gadget que aparentemente precisava desesperadamente de ter, etc.

A grande verdade é que, na maioria das vezes, estas compras por impulso acabam todas da mesma forma: com um grande arrependimento da nossa parte.

Da próxima vez que estiveres prestes a fazer uma compra destas, experimenta utilizar a famosa regra dos 30 dias. Deixa passar algum tempo e pensa se realmente precisas daquele produto ou se foi apenas um impulso momentâneo.

E se, no final, decidires não comprar, podes sempre investir esse dinheiro num ativo financeiro, como um ETF, por exemplo.

Tive dinheiro parado demasiado tempo

Muita gente acha, tal como eu achava, que poupar é suficiente para atingir a independência financeira.

Poupar pode ser o ponto de partida, mas está longe de ser o único fator determinante para esta jornada.

Foram anos em que tive dinheiro completamente parado. Dinheiro esse que, com a inflação a corroer o seu poder de compra todos os anos, foi perdendo valor sem que eu me apercebesse verdadeiramente disso.

Hoje vejo as coisas de uma forma completamente diferente. Ter uma reserva para emergências e algum dinheiro disponível é importante, mas deixar todo o património parado durante anos também pode ter um custo.

Ignorei a importância do fundo de emergência

Como já falei várias vezes aqui no Mister Money, ter um fundo de emergência é crucial para quem procura uma saúde financeira estável.

Foram algumas as vezes em que me surgiram problemas que me obrigaram a gastar dinheiro que simplesmente não estava à espera de gastar: problemas inesperados no carro, aquela multa de estacionamento que não estava mesmo a contar pagar ou ainda uma ida extra (e bastante dispendiosa) ao dentista.

A verdade é que ter um fundo de emergência preparado para estas eventualidades ajuda a manter a paz de espírito e, acima de tudo, uma vida financeira mais saudável.

Um imprevisto financeiro é muito menos assustador quando sabes que tens dinheiro de parte para o enfrentar.

Subestimei os juros compostos

Já falei aqui no Mister Money sobre os juros compostos e, quanto mais percebo o conceito, mais me arrependo de não ter começado a investir mais cedo.

Os juros compostos permitem que os próprios ganhos do investimento comecem também a gerar novos ganhos. Com o passar dos anos, este efeito pode tornar-se extremamente poderoso.

Quanto mais cedo começares a investir e quanto mais tempo mantiveres o dinheiro investido, maior será o potencial efeito da capitalização.

Eu só queria poder voltar atrás no tempo e dizer ao “eu” de 18 anos para começar a investir naquele preciso momento!

Gastei dinheiro em coisas que hoje não valorizo

Gastar dinheiro em coisas apenas para impressionar os outros, em coisas que achamos que nos dão “status” ou simplesmente porque os outros também as possuem, é dinheiro deitado fora. Literalmente.

A grande verdade é que todos nós passamos por fases em que achamos que determinadas “coisas” nos definem como pessoas. Que, se tivermos mais, seremos mais reconhecidos. Que, se tivermos coisas melhores do que os outros, vamos sentir-nos melhores ou até superiores.

Com o passar do tempo, percebi que muitas dessas compras não me trouxeram o valor que imaginava.

Gastar dinheiro em coisas que, no final de contas, não valorizamos é, também do ponto de vista financeiro, uma tremenda perda de dinheiro.

Esse mesmo dinheiro poderia ter sido utilizado para algo que realmente valorizamos ou simplesmente investido para o futuro.

Não registei despesas durante anos

Hoje em dia registo todas as minhas despesas e todos os meus rendimentos. Foi uma forma que encontrei de perceber se estou realmente a progredir, seja nas minhas poupanças, nas minhas despesas ou nos meus rendimentos.

Mas nem sempre foi assim.

Durante anos, existiam meses em que simplesmente não conseguia perceber para onde ia o meu dinheiro. Assim que recebia, a meio do mês já andava a fazer “contas à vida” e sem perceber exatamente onde estava a errar.

Só depois de começar a registar todas as minhas despesas é que consegui identificar alguns dos meus hábitos e perceber para onde estava realmente a ir o meu dinheiro.

É uma tarefa simples, mas altamente eficaz para todos aqueles que querem ter um maior controlo sobre as suas finanças pessoais.

No fundo, não podes melhorar aquilo que não medes.

Conclusão

Olhando para trás, estes foram alguns dos erros financeiros que mais me fizeram perder dinheiro ao longo dos anos.

Nenhum deles, isoladamente, parece particularmente grave. O problema é quando estes pequenos erros se repetem durante anos.

Não investir cedo, fazer compras por impulso, deixar dinheiro parado, não ter um fundo de emergência ou simplesmente não saber para onde vai o dinheiro pode ter um impacto bastante significativo no nosso património ao longo do tempo.

A boa notícia é que não precisas de cometer os mesmos erros.

Começa por controlar melhor as tuas despesas, cria um fundo de emergência, investe regularmente e, acima de tudo, dá tempo ao teu dinheiro para crescer.

Eu próprio gostaria de ter começado tudo isto muito mais cedo. Mas mais vale começar agora do que continuar a adiar.